
Em 1836, Itaituba era um aldeamento de índios, que batizavam o nome das localidades de acordo com suas características físicas. Em meio ao um ritual os graduados da tribo (equivalente hoje aos caciques) se reuniam em Assembléia Geral noturna e em solenidade especial escolhiam o nome assim Itaituba foi batizada pelos indígenas passando a ter o seguinte significado;
ITA- Pedra— I- diminutivo que significa Pequena- TUBA- abundância- Logo Itaituba em Tupi Guarani significa, lugar de muitas pedras miúdas, numa referência a imensa quantidade de pedrinhas brancas (seixos) que existiam as margens do rio Tapajós que era povoado por índios da etnia Mundurucu.
Pedro Teixeira que fazia parte da expedição de Francisco Castelo Branco (Fundador de Belém em 1616) atingia pela primeira vez o rio Tapajós em 1626, entrando em um sitio hoje conhecido por Alter do Chão. Pedro Teixeira retorna no ano de 1639 novamente ao Rio Tapajós.
A praticabilidade da navegação do rio trouxe os catequistas jesuítas, que muito contribuíram ao Brasil e ao Pará nos primeiros passos de nossa colonização. Mas em 1754 com a administração do governo do capitão general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, eles começaram a se afastar das aldeias criadas por eles nas margens do Tapajós.
Em 1812 o nome de Itaituba já era citada na relação de viagem feita por Miguel João de Castro, no rio Tapajós, um pouco acima das Cachoeiras até o Mato Grosso. Nesse período Itaituba era considerada como sendo o centro de exploração e comércio de especiarias. Afirmam os pesquisadores da época que Itaituba talvez não passasse de um entreposto com as barracas que sempre acompanhavam as instalações comerciais nesse tempo.
Até 1853 Itaituba era dependente da freguesia de Pinhel, passando depois para a jurisdição de Belém. Em 1854, Brasília legal foi elevada a expectativa de Vilala e, como não correspondesse, em 15 de dezembro de 1856, a sede do novo município foi transferida para Itaituba.
A instalação-deu-se no dia 3 de Novembro de 1857, ganhando o status, a condição de cidade no dia 3 de março de 1900 através da Lei nº 684. Coube ao tenente Coronel- Joaquim Caetano Correa a honra de ter sido oficialmente o fundador de Itaituba como precursor e desbravador da região.
Em 1914 Itaituba destacou-se em Londres numa exposição de produtos tropicais com suas riquezas nativas. De acordo com a Enciclopédia dos municípios Brasileiros Itaituba foi a primeira comuna brasileira a ser conhecida na Europa. Grandes sociólogos, escritores, cientistas, com destaque para Henry Codreau escreveram sobre nossa região.
Em 1961, Itaituba perdeu parte de sua área para o novo município de Aveiro. Está localizado no sudoeste do Pará região da zona fisiografica do rio Tapajós, se limitando ao norte com Aveiro, ao sul Novo Progresso e Jacareacanga, a leste com os municípios de Altamira, Ruropólis e Trairão, a oeste com o estado do Amazonas.
Suas coordenadas geográficas da sede do município são 04 16” 34” de latitude sul e 55º 59’’0 05’’ de longitude de Greenwich.Sua cota mais alta atinge 49..490 enquanto a mais baixa chega a 21 m. O município ocupa uma área de 62.41,95 KM(antes de emancipar Novo Progresso,Trairão e Jacareacanga em 1993 tinha 165.578 Km2, com índice populacional de 16.143 mil habitantes e densidade demográfica de 0,10 habitantes por km 2), sendo considerado o maior município do mundo nesse período.
Está distante em linha reta cerca de 891 da Capital Belém. Perdeu grande parte do seu território no ano de 1993, mas atualmente mesmo com 62.041,95 km2 ainda é considerado um dos maiores do Brasil, se destacando entre os 143 municípios paraenses. De acordo com site oficial do IBGE Itaituba passou de 96 mil, para 118.194 mil habitantes. (Contagem populacional de 2007). O Gentílico para quem nasceu em Itaituba é Itaitubense.
Do livro “Tapajós: Estórias& Histórias e Outras Moagens, de autoria do pesquisador-escritor Itaitubense Nazareno Santos
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