

Itaituba já teve sua importância no contexto industrial do Pará. Inicialmente a Indústria de Torrefação de Café começou com Antônio Gonzaga Barros e funcionava na Getulio Vargas num prédio , ao lado da Câmara (distribuidora Cohen de bebidas atualmente). Em 09 de janeiro de 1976, por CR$ 100.000,))(Cem mil cruzeiros) a empresa Café Itaituba foi vendida em preço a vista ao comerciante José Alexandre Primo.
A fábrica de café incluía um moinho de marca internacional de 1 KVA nº 442435 e duas bocas, prateleiras, maquina de pilar arroz, sendo que a máquina ainda existe estando desativada na residência dono proprietário na Getulio Vargas. A fábrica de Café Itaituba Ltda. foi vendida pela esposa de Antônio Gonzaga barros Sra. Nídia Cohen Barros
Com a aquisição feita a Torrefação e café Itaituba passou então para firma Comércio e Indústria Cearense também situada na Av. Getúlio Varas nº 320. A transferência de registro foi feia pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC) sob registro PA. 109, passando da então moageira Café Itaituba para Comércio e Indústria Cearense Ltda. Fato este ocorrido no dia 15 de agosto de 1978.
Para a época era uma ação ousada, pois a torrefação chegou a utilizar lançar o produto dentro dos padrões com embalagem e tudo. O nome do café comercializado era “Café Rei das Selvas”, inclusive tendo essa Marca sido registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A empresa que realizou toda a operação do registro foi a Agência Moderna de marcas e patentes com sede no Rio de Janeiro. Além do registro no INPI, o comerciante José Alexandre Primo, ainda registrou o produto com o nome Rei das Selvas junto ao Laboratório Central de Controle de Drogas, Medicamentos e Alimentos-(LCCDMA). Para registro no INPI o custo foi de mil e quatrocentos cruzeiros e para o registro do café no LCCDMA, foi de mil e duzentos cruzeiros, moeda vigente na época.
A matéria prima com nome de volume de café beneficiado era comprado no município de Arapongas, no estado do Paraná com safra 78/79 com nota fiscal interestadual via transporte rodoviário. A compra era feita a vista. Cada viagem variava entre 267 a 400 volumes de café beneficiado.
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