



Cerca de 40 “guardas borrifadores ou mata mosquitos” de Itaituba como eram chamados na época da antiga Sucam ainda vivem sua via crucis jurídica na esperança de conquistarem na justiça o direito a indenização pelos danos causados pelos produtos químicos que eram utilizados por esses profissionais e que depois se manifestaram como altamente maléficos tanto o Dicloro -Difenil—Tricloretano (DDT), quanto Malation..
Dentre os que vivem o drama da indiferença e descaso da Funasa, que tem feito pouco caso do drama vivido por eles, relatamos a história de João Gomes da Silva, atualmente com 41 anos de idade, mas que começou trabalhando aos 18, fazendo borrifação nas comunidades ribeirinhas e garimpos da região na cruzada de combate ao mosquito transmissor da malária.
Na época João relembra o descaso “ naquele tempo não tínhamos equipamentos de proteção tipo máscara, quando a gente viajava pros garimpos nos íamos junto com o DDT na carroceria dos carros, a gente carregava os produtos dos barcos, tinham alguns colegas que ainda enchiam os sacos com o DTD que vinha a granel”. João Gomes que atualmente ainda trabalha na Fundação Nacional de Saúde, mas não mais como guarda de endemias ou”mata mosquitos” como era conhecido na época da Sucam, agora trabalha como laboratorista.
João atribui a falta de equipamentos a principal causa das contaminações já que ao final de tudo o maior equipamento de proteção se resumia apenas ao capacete de alumínio, eram relativamente protegidos na cabeça, mas ficavam com as narinas e o restante do corpo expostos em contato direto com o inseticida que atingia diretamente a pele.
Entre os sintomas que sente por força do manuseio do DDT desde 1997 João Gomes da Silva enumera; pressão alta, dor de cabeça, tonteira com mal estar, questionando por isso a Funasa que segundo João não quer aceitar que exista contaminação, usando um argumento que causa revolta em todos os que se consideram intoxicados, por alegar que na verdade eles sofrem esses sintomas porque quando estavam na atividade bebiam muito, viviam nas farras...eram relapsos com a própria saúde
Mas a julgar pela guerra jurídica o impasse ainda vai demandar um longo tempo, tendo em vista que muitos agentes de endemias contaminados por DDT e Malation apesar de terem conquistado na justiça a tutela antecipada (para efeito de tratamento de saúde) não receberam ainda suas indenizações porque a Funasa (que substituiu a antiga Sucam) entrou com recursos, gerando uma situação esdrúxula do”ganhar mais não levar”.
Para impedir que os funcionários (alguns já estão aposentados) conquistem seus direitos na via judicial com indenização a Funasa, segundo João Gomes não aceita de maneira nenhuma os exames particulares, querendo de acordo com João Gomes que eles façam exames com médicos que nem são especialistas, e nesse sentido eles se cotizaram e fizeram exames de”toxicologia” pagando particularmente cada um cerca de 250,00(Duzentos e Cinqüenta Reais) na esperança que a justiça reconheça logo seus direitos em face do que estão sofrendo com a celeuma criada pela Funasa, que não quer admitir que ele e seus colegas estejam de fato e de direito contaminados.
Caso no Fórum Social Mundial.
O drama dos “Intoxicados” de Itaituba e várias regiões do pais foi denunciado no Fórum social mundial que acontece em Belém onde o delegado do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Pará(Sintsep-Pá) Rubem da Silva Barbosa, levou relatório as autoridades Brasileiras e internacionais Assim como as Ongs estrangeiras o drama dos intoxicados da antiga Sucam de Itaituba, além da distribuição de mais de três mil exemplares do jornal da categoria com matérias relatando o drama da categoria com versões em Português, Inglês e Espanhol.
SOBRE O PRODUTO- O Dicloro-difenil-tricoroetano (DDT) começou a ser utilizado na Segunda guerra mundial para eliminar insetos e combater as doenças emitidas por eles como a malária.Ele leva em media de 4 a 30 anos para se degradar. Os EUA foram os primeiros a proibir sua utilização, por volta dos anos 70, em face do seu efeito altamente acumulativo no organismo, sendo que alguns estudos haviam sugerido se tratar de um produto cancerígeno que causa partos prematuros, danos neurológicos, respiratórios e cardiovasculares.
No Brasil, O DDT deixou de ser fabricado na década de 80. A Justiça federal proferiu na época, em janeiro de 1997, sentença determinando que o Ministério da saúde instituísse programa cientifico federal voltado a substituição do inseticida DDT nas campanhas de saúde pública. Para garantir a não mais utilização do produto nefasto a saúde, tramita desde 2002 no Congresso nacional um projeto de Lei de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) proibindo a fabricação, comercialização e exportação do produto. Além do Pará outro estado que teve grande numero de funcionários intoxicados é o Acre onde nenhuma providencia foi tomada por parte da Funasa, que com isso aumenta o sofrimento dos que foram contaminados e ainda sofrem as conseqüências do envenenamento.
Dentre os que vivem o drama da indiferença e descaso da Funasa, que tem feito pouco caso do drama vivido por eles, relatamos a história de João Gomes da Silva, atualmente com 41 anos de idade, mas que começou trabalhando aos 18, fazendo borrifação nas comunidades ribeirinhas e garimpos da região na cruzada de combate ao mosquito transmissor da malária.
Na época João relembra o descaso “ naquele tempo não tínhamos equipamentos de proteção tipo máscara, quando a gente viajava pros garimpos nos íamos junto com o DDT na carroceria dos carros, a gente carregava os produtos dos barcos, tinham alguns colegas que ainda enchiam os sacos com o DTD que vinha a granel”. João Gomes que atualmente ainda trabalha na Fundação Nacional de Saúde, mas não mais como guarda de endemias ou”mata mosquitos” como era conhecido na época da Sucam, agora trabalha como laboratorista.
João atribui a falta de equipamentos a principal causa das contaminações já que ao final de tudo o maior equipamento de proteção se resumia apenas ao capacete de alumínio, eram relativamente protegidos na cabeça, mas ficavam com as narinas e o restante do corpo expostos em contato direto com o inseticida que atingia diretamente a pele.
Entre os sintomas que sente por força do manuseio do DDT desde 1997 João Gomes da Silva enumera; pressão alta, dor de cabeça, tonteira com mal estar, questionando por isso a Funasa que segundo João não quer aceitar que exista contaminação, usando um argumento que causa revolta em todos os que se consideram intoxicados, por alegar que na verdade eles sofrem esses sintomas porque quando estavam na atividade bebiam muito, viviam nas farras...eram relapsos com a própria saúde
Mas a julgar pela guerra jurídica o impasse ainda vai demandar um longo tempo, tendo em vista que muitos agentes de endemias contaminados por DDT e Malation apesar de terem conquistado na justiça a tutela antecipada (para efeito de tratamento de saúde) não receberam ainda suas indenizações porque a Funasa (que substituiu a antiga Sucam) entrou com recursos, gerando uma situação esdrúxula do”ganhar mais não levar”.
Para impedir que os funcionários (alguns já estão aposentados) conquistem seus direitos na via judicial com indenização a Funasa, segundo João Gomes não aceita de maneira nenhuma os exames particulares, querendo de acordo com João Gomes que eles façam exames com médicos que nem são especialistas, e nesse sentido eles se cotizaram e fizeram exames de”toxicologia” pagando particularmente cada um cerca de 250,00(Duzentos e Cinqüenta Reais) na esperança que a justiça reconheça logo seus direitos em face do que estão sofrendo com a celeuma criada pela Funasa, que não quer admitir que ele e seus colegas estejam de fato e de direito contaminados.
Caso no Fórum Social Mundial.
O drama dos “Intoxicados” de Itaituba e várias regiões do pais foi denunciado no Fórum social mundial que acontece em Belém onde o delegado do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Pará(Sintsep-Pá) Rubem da Silva Barbosa, levou relatório as autoridades Brasileiras e internacionais Assim como as Ongs estrangeiras o drama dos intoxicados da antiga Sucam de Itaituba, além da distribuição de mais de três mil exemplares do jornal da categoria com matérias relatando o drama da categoria com versões em Português, Inglês e Espanhol.
SOBRE O PRODUTO- O Dicloro-difenil-tricoroetano (DDT) começou a ser utilizado na Segunda guerra mundial para eliminar insetos e combater as doenças emitidas por eles como a malária.Ele leva em media de 4 a 30 anos para se degradar. Os EUA foram os primeiros a proibir sua utilização, por volta dos anos 70, em face do seu efeito altamente acumulativo no organismo, sendo que alguns estudos haviam sugerido se tratar de um produto cancerígeno que causa partos prematuros, danos neurológicos, respiratórios e cardiovasculares.
No Brasil, O DDT deixou de ser fabricado na década de 80. A Justiça federal proferiu na época, em janeiro de 1997, sentença determinando que o Ministério da saúde instituísse programa cientifico federal voltado a substituição do inseticida DDT nas campanhas de saúde pública. Para garantir a não mais utilização do produto nefasto a saúde, tramita desde 2002 no Congresso nacional um projeto de Lei de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) proibindo a fabricação, comercialização e exportação do produto. Além do Pará outro estado que teve grande numero de funcionários intoxicados é o Acre onde nenhuma providencia foi tomada por parte da Funasa, que com isso aumenta o sofrimento dos que foram contaminados e ainda sofrem as conseqüências do envenenamento.
Um comentário:
Jornais do Rio de janeiro que denunciavam o fato : Jornal do Brasil dia 3 de julho de 2004,O DIA jornal carioca dia 1 de abril de 1998,24/10/2001,17/7/99 e a FOLHA DE SÃO PAULO,22/4/98.
Os servidores foram cobaias.
Marcos Sidarta
021 8630 1550
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