A Tribuna da Câmara de vereadores foi utilizada na sessão desta quarta feira dia 13, pelo empresário, pecuarista proprietário do Frigorifico Araticum João Altevi do Prado para denunciar o monopólio no mercado de abate e venda de carne bovina.
João Altevi exibiu a imprensa e aos vereadores um calhamaço de documentos entre eles o termo de ajuste de conduta, Alvará de funcionamento que constam dos quarenta documentos que já estão sendo atendidos junto aos órgãos públicos, mas mesmo assim teve seu frigorífico fechado após funcionar apenas por oito dias.
Na sessão também foi colocada suspeição sobre o responsável pela vigilância Sanitária no município o veterinário Delano Mourão pelo fato do mesmo também prestar serviços para o frigorífico Frivata acusado da prática abominável do monopólio.
João Altevi denunciou que o empresário José Lemos, conhecido por Tatá sócio proprietário do Frivata , estaria pressionando as autoridades do município e também açougueiros para que o não funcionamento de outro frigorifico possa evitar concorrências e com isso manter o monopólio no preço da carne.
João Altevi disse que estava entregando carne nos açougues as seis da manhã e por preço justo enquanto o outro frigorifico não está respeitando o horário além de estar praticamente obrigando o pequeno produtor a vender o gado por 3.80 o kilo do boi vivo e posteriormente revende a mesma carne por cinco reais .
Ao termino da sessão o proprietário do frigorífico e os vereadores João bastos Rodrigues, Luiz Fernando Sadeck dos Santos , Agnaldo Cirino ,Eva Gomes, Manuel Dentista e Raimundo Pimentel estiveram no fórum nu encontro com o promotor dr Maurim Lameira Vergolino(recém chegado) que após receber vários documentos das mãos do vereador Peninha se comprometeu em estudar o problema juntamente com os demais promotores para que possa encontrar uma solução para o caso .
O que os vereadores querem esclarecer com a promotoria de justiça é o porque do frigorifico estar sendo fechado mesmo o proprietário estando cumprindo todas as exigências em consonância com o termo de ajuste de Conduta assinado e respeitado.O promotor que estava a frente da questão Dr. José Frazão inclusive já foi removido da Comarca local devendo outros promotores assumirem o encaminhamento da polêmica.
AÇOUGUEIROS CONFIRMAM MONOPÓLIO. O Impacto conversou com vários açougueiros no município entre eles um dos mais antigos confirma, que todos os mais de 150 açougueiros de Itaituba estão a favor do empresário João Altevi do Prado para que possa funcionar mais um frigorifico em Itaituba, porque no momento está tendo monopólio com a imposição do Frivata que atropela as leis de mercado cobrando o que bem entende, reitera Nezinho.
Nezinho justificou suas criticas explicando que antes do frigorifico a carne em Itaituba era vendida a oito reais o quilo da pura e carne com osso quatro. Com a imposição dos preços do frivata o açougueiro disse que atualmente o kilo saltou para preços que oscilam entre 10 e 12. Nezim reforça as denuncias”O Tatá cobra de nós oitenta reais pra abater um boi o que considero como o mais caro do Brasil , pois em Manaus é sessenta e em Santarém tem dono de frigorifico que cobra apenas 5% sobre o valor do boi abatido”
Com o que os açougueiros consideram monopólio dizem que Itaituba hoje está consumindo uma das carnes mais caras do Brasil, porque o pequeno produtor não tem saída ou paga os oitentas reais pelo abate ou então vende o boi para o frigorifico por três e setenta e compra por cinco reais para repassar ao consumido esse aumento exorbitante imposto pelo frigorifico.
O termo de ajuste de conduta (TAC)entre o proprietário do frigorífico Araticum e o ministério Público foi celebrado no dia 24 de julho de 1985 onde torna obrigatória limpeza e manutenção do frigorifico, aquisição de uniformes completo, apresentação de carteira de saúde dos funcionários, construção de banheiros, regularização de toda a documentação do estabelecimento etc...
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