sexta-feira, 25 de junho de 2010

COMUNIDADE DE PINHEL- TRADIÇÃO MANTEM VIVA A CULTURA PELA FÉ EM SÃO BENEDITO E NO FESTIVAL FOLCLÓRICO DO GAMBÁ.

Neste dia 28,29 e 30 de junho, uma comunidade exótica de Aveiro as margens do Rio Tapajós promove seu festival folclórico e sua devoção ao padroeiro da com unidade São Benedito. É um evento que preserva sua originalidade suas num evento onde há uma mistura de cultura indígena e africana com elementos do catolicismo popular, que somente pode ser traduzido por quem realmente presencia, pela magia dos sons, pela expressão poética dos brincantes em pares formando círculos. A festa começa na madrugada do dia 28 de junho com alvorada,com banho de cheiro as margens do Tapajós, e pelo período da tarde vem o ritual da esmolação de casa em casa onde a noite ocorre a levantação do mastro entre fogos e folias sendo assim cantada a ladainha em latim, onde também ocorre várias outras apresentações culturais.

A prefeita Maria Gorete Xavier que tem dado apoio incondicional a festa, considera que esse evento seja algo raro num pais de tão puçá memória e valorização da cultura popular. Para o secretário de Turismo e cultura Wladely Rodrigues Santana essa festa no Brasil é uma das poucas que preserva mantem suas raízes passando de geração em geração sem comprometer sua essência cultural folclórica popular ao longo dos anos.

SUA ORIGEM
Antigamente os primeiros habitantes festejavam somente a imagem de São Benedito com a ladainha e as folias que os mestres cantores cantavam antes e depois das orações e cânticos de ladainha.

Assim que terminavam saiam nas ruas passando arredor das fogueiras. Lá encontravam com cordões de pássaros e o Boi-Bumbá, e todos eles faziam seus desfiles, quando retornavam ao barracão,que iam beber café com biscoitos. O café feito no caldo de cana e os biscoitos feitos da massa de mandioca, que chamamos de carimã.

Na madrugada do dia 28 de junho os foliões e, mas outras pessoas interessadas saiam com a imagem de casa em casa fazendo esmolação. Assim eles davam o nome
E, quando chegava as 4:00 horas da tarde os festeiros da relação e mas as pessoas que vinham passar o festejo, reuniam-se para a levantação do Mastro, enfeitado de frutos e a bandeira, nela gravada a Imagem de S. Benedito.

A dança nesta época era arredor da fogueira, batendo a caixa, uns tinham o maracá e outros a mão de pilão batendo no chão. E Como bebida somente o Tarubá, Cachará ou Tiborna, essa bebida era feito com batata doce, e suas alimentações eram de carne de caça, aves do mato e criações. Onde, toda essa alimentação era doada pelo povoado, uns traziam a farinha, outros a massa para fazer os biscoitos, outros o tarubá, outros a carne de caça, por fim todos se ajudavam.

Nesta época quem coordenava esse movimento era o Cacique da Tribo, homem que o povo respeitava, e assim viviam uma vida alegre e saudável.
Quando foi na época que o Brasil passou a ser colônia Portuguesa, já havia corrido mais de vinte anos, quando os aventureiros entraram pela floresta, procurando minas e pedras preciosas e outros caçando índios para levar ao patrão Português.

Neste período apareceu um homem que Morava do lado do Rio. O nome do lugar se chamava Itapuama (quer dizer: “Pedra Apontada”). E como estava se aproximando a festa dos nativos, o Sr. Jardo achou bem de vir passar o festejo, onde presenciou todo o acontecimento. O mesmo fez logo suas amizades como mestre cantor, que na época se chamava Lino Guedes e o outro Januário.

O Sr. Jardo sabendo de umas folias tão Bonitas, fizeram uma equipe, construíram mais dois tambores de tora de pau ocado, com um lado coberto com Coro de animal, e por não ter um cheiro muito agradável, eles deram o nome de GAMBÁ, acompanhado por uma caixa pequena e dois regues feito de taboca. No início colocaram duas pessoas para dançarem Como as personagens mais importantes, as quais representavam a Rainha e o Recongo, dando a folia um aspecto pessoal.
Refrão da Musica:
“A Rainha e o Recongo para onde vai, vão ao Rosário
Louva Mãe de Deus (bis)
Louva Mãe de Deus... Louva Mãe de Deus”

E a parti desse trabalho ficou sendo conhecido, no ano de 1723, o Festival do Gambá. Porém quando houve a guerra da cabanagem, e que o povo decidiu não viver mais maltratado, a própria festa ficou esquecida por alguns anos. Esse grande conflito se deu por volta de 1930 à 1935, e em nossa região foi no período de 1933 com dois anos de lutas.




Vários anos depois o povo que aqui vieram, tomando chegada, recordaram a festa que existia e deram continuidade com os mesmos instrumentos. E assim organizaram novamente a caixinha, o dois regues, as duas personagens que dançavam como Rainha e o Recongo, a Bandeira com a imagem de São Benedito, o mastro e mais duas bandeiras, sendo uma vermelha a qual demonstrava o sangue que os nativos derramaram pela liberdade de seus filhos, e a outra branca que simbolizava a Paz entre eles.

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