Para que ninguém colocasse em questão sua “autoridade”, o tirano Rei da França Luiz XIV que também era conhecido como "Rei Sol" (a ele é atribuida a autoria da frase embora existam controvérsias histórica)disse uma célebre frase” O Estado sou eu”, ou seja ele quis e mando o recado ao dizer eu sou absoluto e nessa filosofia os que rodeavam entenderam que num regime de autocracia reitera que manda quem pode e obedece quem tem juízo.Sua caracteristica principal era a centralização do poder, isso ocorendo no século XVI na Europa, mas que está se repetindo em Itaituba em pleno século XX. Quem está desenhando esse perfil, esse modelo e filosofia administrativa arcaica não sou eu, são as pessoas que fazem parte do governo muniicpal e que estão se sentindo igual a rainda da Inglaterra que governa sem apitar nada...

No dicionário Larousse cultural a palavra autonomia tem a seguinte definição”Faculdade de se governar por suas próprias leis, por vontade própria, distância máxima que um veículo pode percorrer sem novo reabastecimento.”Com isso o mito das cavernas continua vivo e presente em nossa cidade.
Mas no muro das lamentações feitas por assessores e secretários é dito que falta exatamente autonomia do governo. O ex prefeito repassou ao atual um carro abastecido e em condições boas de trafegabilidade e agora esse carro novo está virando uma carroça velha estagnada, que se perdeu do horizonte do planejamento e modernidade administrativa.
Diante desse quadro dramático administrativamente falando, o fiel escudeiro do prefeito o empresário Francimar vendo que a vaca está indo pro brejo resolveu pular fora da canoa furada... O médico Edilson Botelho que acreditando no “canto de sereia” do prefeito vendo que ali tudo não passa mera peça de ficção porque o que ser fala não se escreve nem se cumpre, após entrar em total rota de colisão com o secretário de saúde Manuel Diniz que estaria lhe boicotando também resolveu enfiar a viola no saco e ir contar em outra freguesia...
Mas voltando a metáfora do carro novo, a atual gestão ainda continua olhando pelo retrovisor de um governo anacrônico, sem sair do lugar patinando no lugar comum da mesmice improvisação justificando com críticas ao ex prefeito todos seus erros atuais como se ele próprio estivesse fazendo a reinvenção da roda sem que ainda tenha dito a que veio porque talvez a vitória no tapetão não lhe atribua tantas responsabilidades quanto a quem se elegeu no voto direto e pela soberania democrática popular...
Itaituba não sente nenhuma saúde dos tempos cruéis quando os funcionários recebiam seus salários embaixo de mangueiras... O modelo de homem trabalhador atribuído ao atual prefeito é incontestável, mas é inegável também que como administrador ele precise se antenar com os novos tempos onde a Lei de Responsabilidade Fiscais tem regras claras sobre como investir o dinheiro público...
Além de que administrar fazendas e madeireiras não é o mesmo que conduzir uma máquina administrativa complexa do porte de Itaituba.... Existe uma distância abissal entre o público e o privado, isso é um fato.
A atual administração está andando, mas a passos de cagado, sobre a areia movediça da inconseqüência, da ineficiência de não se saber separar talvez o público do privado e nessa linha tênue de desenvolver o município existem a fronteiro do novo e do antigo o risco do retrocesso, que já deixou seqüelas e marcas indeléveis para a população de Itaituba sob os auspicios do próprio PMDB que monopolizou a politica por mais de duas décadas em nosso municípo.
Tudo seria uma questão de coerência, alias artigo de luxo pela falta de autononima, pelo engessamento das decisões centradas no absolutismo da autocracia implantada pelo prefeito e que vem tirando aos poucos Itaituba do caminho do desenvolvimento. Grande parte dos prefeitos de Itaituba saíram pela porta dos fundos da história e literalmente caíram no abismo da decadência enveredando no ostracismo político , exemplos alias é o que não falta.
Se continuar administrativamente trilhando caminhos de gerenciamento público sem bússola nem mapa o atual prefeito poderia ao final do seu governo o reprisar uma famosa frase do ex presidente militar ditador João Figueiredo que no ocaso de seu desgoverno disse que preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo.
Por uma questão de retórica ao invés de cavalo por sua condição de fazendeiro poderia se trocar o cavalo pelo boi... O que não pode continuar é a política de Itaituba está vivendo o contraste da carroça na frente dos bois já que a lógica diz que os bois (ou burros como queiram)é quem devem ficar a frente da carroça . Exemplos no Brasil e em Itaituba não faltam...
Pra finalizar acrescento que o atual governo que montou uma espécie de “Butantã político” onde vive o drama de não saber conduzir seu serpentário embora esteja em busca de um antídoto para apagar a fogueira das vaidades cujas labaredas estão acima das disputas insanas pelo poder, algo muito perigoso num regime de autocracia. Pra concluir, como não temos um manual de uso político ensinando como dirigir uma máquina pública, vamos rezar, pedir a Deus que essa filósofa politicamente incorreta de administração não apague páginas memoráveis de nossa história nem nos conduza ao limbo do atraso.
Com o adendo de quem subestima a inteligência do povo paga politicamente um preço muito alto... Principalmente nas urnas já que por aqui também se instituiu o tal”voto da vingança” que vitimou o próprio ex prefeito hoje ex aliado Dr.Edilson Botelho.
O autor é Professor, Historiador Escritor e Jornalista, com graduações em letras e pós graduação em Língua Materna e estrangeira e História da Amazônia. Contatos-Tribunna@hotmail.com-Itaituba-pá
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