sexta-feira, 17 de abril de 2009

MAIS DO QUE ENGESSADA A REGIÃO OESTE DO PARÁ ESTÁ MUMIFICADA POR QUESTÕES AMBIENTAIS.











Numa prévia das discussões da grande audiência com as presenças do Ministro Mangabeira Unger, governadora Ana Julia e o anfitrião do evento, prefeito Roselito Soares, secretários e técnicos do governo do estado e da união fizeram explanações sobre projeto e ações previstas na região com foco nas questões ambientais visando o desenvolvimento sustentável.

O Secretário de transportes Valdir Ganzer, do governo do estado garantiu aos prefeitos que as obras de investimentos nas estradas vicinais por exemplo serão mais estratégicas contemplando todas as regiões paraenses, onde ao invés das arcaicas pontes e madeiras que não resistem aos invernos amazônicos, serão construídas pontes em concreto.

Valdir Ganzer exibiu em data show imagens de vicinais de vários municípios do Oeste do Pará, mostrando o drama da transgarimpeira que mesmo recuperada em alguns trechos com altos investimentos do estado continua intrafegável no inverno provocando isolamento entre as regiões garimpeiras, já que a mesma foi criada em função do ouro pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com o Secretário de Transportes, a saída é a Perenização das estradas vicinais onde as obras garantam sua trafegabilidade o ano todo independente do período invernoso e nesse aspecto já tem o projeto dentro do Plano Estadual de logística de transportes. Para obter um perfil da atual situação das estradas vicinais em todo o estado e na região oeste do Pará, varias equipes técnicas estarão in loco fazendo um levantamento minucioso na comunidade onde existem as estradas vicnais.

Ao se reportar sobre nossa região Rone Evaldo Barbosa, analista de Infraestrutura do Ministério dos Transportes, classificou o atual modelo de nossas estradas vicinais como ultrapassado e antiquado não promovendo racionalização na área em termos principalmente de manutenção.

Rone considera o combate a implantação desordenada das estradas vicinais, como primeiro grande passo para o desenvolvimento da Amazônia, já que elas se situam geralmente em áreas de baixa produção próximas a cidade economicamente inviáveis, sem canalização de desenvolvimento e muito menos sem inclusão social.

O analista de infraestrutura em suas explanações considera que o zoneamento econômico insere outros eixos de subsídios que possibilitarão a devida viabilidade ambiental em trechos sob jurisdição do estado do Pará, com financiamento do governo federal via Banco Nacional do desenvolvimento Social (BNDS)

Após a exposição aos prefeitos sobre questão das estradas vicinais foram feitas pela plenária diversos questionamentos com perguntas aos componentes da mesa. O prefeito Raulien Queiroz representando a Amut na condição de vice presidente da entidade, de forma sucinta fez apelo aos técnicos do governo para que as ações governamentais fossem mais rápidas e menos burocráticas em face da situação de penúria em que se encontram os municípios da região.

Embora os tema em pauta fossem ações de investimentos para a Amazônia por parte do Ministério dos Transportes, secretarias de Transportes do estado outros setores, os professores aproveitam o ensejo para mostrarem o caos econômico de seus municípios com a brusca queda do repasse do FPM. A prefeita de Novo Progresso Madalena Hofman ao se manifestar relatou o drama financeiro do município que recebeu repasse recente de apenas 37 mil reais quando tem que repassar mais de cem para a Câmara de vereadores.

Apesar do amplo debate que teve inicio as oito da amanhã indo até as 13 horas, no Plenário da Câmara, o que foi mais enfatizado pelos que fizeram uso da palavra foi exatamente a falta de documentação das propriedades existentes na região, o que foi ironizado pelo vereador Tião Leite de Medicilândia ao lembrar que depois de mais de trinta anos de sofrimento como colono na região, o único documento que tem em mãos é um protocolo do Incra sem que nunca tenha tido acesso ao titulo definitivo de sua terra.

No relato dramático da prefeita Mara Gorete Dantas Xavier ficou patente que em menor ou maior questão, todos os municípios do Oeste Paraense sofrem com a política ambiental que engessa a economia, no entanto em se tratando de Aveiro a problemática ganha outra dimensão porque o município em si já está dentro de uma reserva sem poder receber verbas do governo federal, sobrevivendo exclusivamente do FPM que está com sua parcela reduzida em função da crise econômica mundial.




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