EDITORIAL
Para me reportar ao delicado momento político que impera em Itaituba, recorro a uma parábola, para que o amigo leitor(a)possa refletir profundamente sobre as conseqüências de um ato mal pensado, ou intencionado. Portanto o Destino está em suas mãos, o seu próprio destino dependendo da resposta que encontrar diante de um fato decisivo.
Conta-se que certa vez um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria. Preparou uma armadilha infalível, como somente os maus podem conceber. Tomou um pássaro e o segurou entre as mãos, imaginando que iria até o idoso e experiente mestre formulando-lhe a seguinte pergunta:
-Mestre, o passarinho que trago nas mãos está vivo ou morto?
Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria com as mãos, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos liberando-o e permitindo que voasse, ganhasse as alturas.Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem a cena.
Assim pensou,assim fez.
Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria com as mãos, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos liberando-o e permitindo que voasse, ganhasse as alturas.Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem a cena.
Assim pensou,assim fez.
Quando vários discípulos se encontravam ao redor do venerando senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal. O sábio olhou profundamente o homem nos olhos. Parecia desejar examinar o mais escondido de sua alma, depois respondeu calmo e seguro:
O destino desse pássaro, meu filho esta em suas mãos.
O destino desse pássaro, meu filho esta em suas mãos.
Essa parábola se encaixaria como uma luva no aspecto da mentalidade política onde o voto está deixando de ser instrumento de transformação para virar objeto de manipulação. O pássaro seria o voto que está nas mãos daqueles que poderiam revolucionar o contexto sócio cultural político, mas não o fazem...
De que adianta ter direito a um último desejo se o carrasco irá lhe aniquilar do mesmo jeito?..Portanto o destino de Itaituba está em nossas mãos, se tivermos sabedoria, atitude e acima de tudo coragem para que nasça uma nova mentalidade, aberta visionária, porque o grande mal não é a ação danosa dos maus, mas sim o silêncio covarde dos que se consideram bons. Chega de retrocesso
Nazareno Santos
Jornalista- Escritor
Tribunna@hotmail.com
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